22 de jun. de 2007

Cansaço

Estou cansado. Mente e espírito já não impõem o ritmo, e o corpo segue sozinho, distanciando-se mais e mais do centro. Esse cansaço precisa de mais do que descanso, precisa de paz. Precisa conseguir expirar, sem que o inspirar traga pensamentos negativos. Precisa deitar sem medo do que virá no sonho. Preciso de uma paz que não se acomoda na inquietude que carrego, e que já não sei como acalmar. Vou me afastando e simplesmente aceito o caminho sob meus pés por não poder enxergar o horizonte. Por vezes, chego a acreditar que a inquietude é minha sina, mas não quero me deixar perder a esperança de que um dia vão acalmar coração e mente, repousando em braços confortáveis e acolhedores.

19 de jun. de 2007

9 de jun. de 2007

É cedo...

6 horas da manhã, pensei.

Que noite. Que noite!, melhor dizendo.

Uma a uma me desfaço das peças de roupa. Ah! O ar frio da manhã no suor cansado do corpo. Um frio na camada abaixo da pele; os músculos contraem, a respiração fica pesada, como se o ar fosse denso, quase areia.

Os ecos da noite ressoam, misturando-se aos pássaros da manhã.

O espírito ainda não quer descer ao corpo. A elevação foi muita, e uma descarga como essa pode sobrecarregar o corpo físico, que resiste, esperando a hora, que não chega.

E quando chegar, deitar a cabeça, deixar o que sobrou de demônio ir embora, e relaxar, aconchegado e quente, com o silêncio que só merece quem se entregou ao caos.